Imprensa em congresso internacional de design

Mudanças na imprensa explicadas em congresso internacional de design.
A revisão de fórmulas gráficas que tem vindo a ser feita por grandes títulos
europeus é uma forma de responder à quebra de vendas e de leitores,
em parte atribuída à expansão dos meios electrónicos, à multiplicação
de jornais gratuitos e à televisão.
As ideias foram deixadas pelos responsáveis pelo redese­nho dos jornai
britânicos The Independent e The Guardian e do francês Le Monde,
no 2º congresso O Melhor do Design Jornalístico Portugal & Espanha
2005, pro­movido pela SNDE, Society for News Design-capítulo espanhol
que terminou recentemente em Oeiras.
O diário The Independent foi o primeiro dos três a dar um passo ­em frente
em 2003, encolhendo a tradicional versão broadsheet para tablóide
- a utilizada pela genera­lidade da imprensa em Portugal. A experiência
começou com a publicação simultânea dos dois tamanhos, mas o sucesso
das ven­das do segundo levou a assumi-lo em exclusividade.
Chico Amaral da Cases & Associates, a empresa com sede em Barcelona
responsá­vel pela mudança, disse ao PÚBLI­CO que o maior desafio
foi adaptada ao tablóide "o que o jornal já tinha resolvido no broadsheet",
de forma a "melhorar o rimo de degustação do jornal", sem trocar
na sua linha editorial.
Mark Porter, director de arte do The Guardian, que já em Setembro
deste ano atravessou o mesmo pro­cesso, disse que a passagem
a um formato mais portátil deveu-se em parte à pressão da publicidade,
que se adapta melhor ao espaço nos tablóides. "Penso que estamos
sob pressão por parte da TV e da Internet, mas julgo que há um pa­pel
para a imprensa", sublinhou, sentenciando: "É desafiador criar algo
que responda às necessidades do leitor moderno, que é muito ocupado" .
O francês Le Monde também teve de agitar a sua circunspecção
para responder à quebra de vendas nos últimos anos e a prejuízos
avulta­dos (15 milhões de euros só em 2003). Terry Watson, sócio directo
da Palmer & Watson, empresa que operou a transformação do "ícone"
do jornalismo gaulês, contou que a maior dificuldade foi quebrar
a sobriedade do diário com mais cor, fotografia, infografia e organização
editorial amiga do leitor:
"O Monde é tão francês como um croissant", gracejou.

HUGO BELEZA, in Público, 18/11/05,
(obrigado à pessoa que me enviou o texto)
Para mais informações consultar: www.publico.clix.pt
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